© 2023 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
  • Twitter B&W
  • Google+ B&W
Please reload

Tags
Destaque

A águia que não queria voar (James Aggrey & Wolf Erlbruch)

December 28, 2017

1/10
Please reload

A viagem (Francesca Sanna)

01.06.2017

 

Muito vem sendo televisionado na mídia sobre a Crise de Imigrantes no continente europeu. E  muitas vezes esquecemos do contexto brasileiro. Nosso país guarda o paradoxo de ser um pais multicultural, miscigenado e sincrético, e ainda assim ser muito preconceituoso. A viagem pode ser um trampolim para grandes discussões sobre história do nosso país, movimentos populacionais e política internacional. Contudo, sua maior riqueza é sua atmosfera afetiva e lúdica, que nos envolve rapidamente.  

 

A história de Francesca transcende da linguagem. É um livro vivo, intenso e atual.  A viagem mexe profundamente com nossos sentimentos e é impossível não se identificar com a jornada dessa família, em busca de um novo lar.


Afinal, o que acontece quando estoura uma guerra? Para onde a guerra leva nossos pais? Aonde fica nossa liberdade? Como ficam as crianças? O que fazer quando seu lar e sua terra natal não é mais um lugar seguro? Quais são as pequenas guerras e os grandes conflitos de convivemos? 

 

 

Pontos de conversa:

1) Viagens, mudanças;

2) Países - cultura, política, vegetação, relevo;

3) Guerras e violência;

4) Imigração e emigração;

5) Fronteiras;

6) Preconceitos;

7) Luto e morte;

8) Monstros e medos;

9) Relações familiares, amor;

10) Fuga e disfarces;

11) Poluição.

 

Dicas de intervenções:

1) Capa e título: aproxime as pequenas leitoras do título. Qual foi a última viagem que as crianças fizeram? O que elas costumam levar em suas viagens? Convide-as para olhar atentamente a ilustração da capa e imaginarem para onde eles estão viajando.

 

2) Somos recebidos com um cenário de veraneio, férias em família. “Eu vivia com a minha família em uma cidade perto do mar. Durante o verão, costumávamos ir à praia. Mas nunca mais fomos lá, pois no ano passado, nossas vidas mudaram para sempre...” (Páginas 4 e 5). O que será que aconteceu? O que pode ter acontecido para a vida deles terem mudado para sempre?

 

3) Na ilustração seguinte, o mar se transforma em mãos e a família sai fugida. “A guerra começou. Todos os dias, coisas ruins aconteciam...”. (Págs. 6 e 7).

     a) O que é uma guerra?

     b) Que tipos de coisas ruins acontecem em uma guerra?

 

4) Morte e perda são tratadas de maneira sutil pela autora, a narrativa “Até que a guerra levou o meu pai” se complementa a imagem de fragmentos do verão e os óculos do pai. (Págs. 8 e 9). Coisas que ficam na memória.

    a) As nossas crianças conseguem compreender a inferência implícita?

    b) Se elas não compreenderem provoque-ás: Para onde será que ele foi levado? Para onde a guerra leva os pais?

 

5) As sombras fecham o cerco sobre a nossa família protagonista. E tudo fica mais sombrio. Então, chega até a mãe a notícia que muitas pessoas estavam partindo, tentando fugir para outro país. (Págs. 10 a 13).

     a) Para que país vocês levariam essas crianças?

     b) Para onde você gostaria de ir se estourasse uma guerra no Brasil?

 

6) As crianças ficam curiosas para conhecer esse país e a mãe pega um livro na estante para mostrar às crianças “cidades estranhas, florestas estranhas e animais estranhos”. (Págs. 14 e 15).

      a) Que tipo de livro a mãe pegou para mostrar essas imagens?

      b) Quais desses animais estranhos nossos pequenos leitores reconhecem?

      c) Na ilustração chama atenção o fato da menina estar interagindo com um gato. Ele já apareceu antes?

 

7) “Não queríamos partir, mas a mamãe explicou que seria uma grande aventura. Colocamos tudo o que tínhamos nas malas e nos despedimos de todos”. (Págs. 16 e 17).

     a) O que há nessas malas e o que vocês levariam?

     b) De quem eles estão se despedindo?

 

8) Nas páginas seguintes, muitas mudanças acontecem, não só do cenário, mas da própria postura de nossos protagonistas que têm que se esconder. A cada página mais coisas vão ficando para trás. E mais clandestina fica esta viagem. Investigue com as crianças a atmosfera afetiva da obra.

 

9) “Finalmente, chegamos a fronteira. Tinha um muro enorme e era preciso escalá-lo”. (Págs. 22 e 23).

      a) Afinal, o que é uma fronteira? Ajude as crianças a compreender amplamente o conceito.

      b) O que significa uma fronteira com um muro alto? Compare com outros tipos de fronteira: por exemplo praças ou alfândegas.

 

10) A negação e o embargo se pinta em vermelho “Vocês não têm permissão para cruzar a fronteira. Voltem! - gritou um guarda zangado.”. Por que será que o guarda não os deixou passar? As crianças já ouviram falar de uma fronteira rígida ou de um país que não deixam pessoas passarem?

 

11) Nas páginas 26 e 27, encontramos um momento de troca e sinceridade, enquanto seus filhos estão acordados a mãe não demonstra medo ou pavor, mas quando seus filhos dormem seu rosto se enche de lágrimas. Fique atento! Esse é um conteúdo que só aparece à nível da imagem e se destoa com a narrativa.

 

12) Não perca de vista a carga afetiva e intensifique a perseguição e o perigo. Nas páginas seguintes os guardas de vermelho com suas longas unhas e seus cães-lobo (página 28) se contrastam com um ser gigantesco de olhos verdes (pág. 29). O que será que esta criatura vai fazer?

 

13) Semelhantes aos chamados coiotes que ajudam pessoas atravessarem a fronteira entre Estados Unidos e México, a criatura verde ajuda a família a atravessar escondido em troca de dinheiro. Será que a aventura deles terminou?

 

14) “Nossa viagem ainda não acabou - explicou a mamãe. O mar imenso se estendia à nossa frente. Precisávamos atravessá-lo. Mas como?”. Incentive as crianças a procurarem a resposta na ilustração. (Págs 32 e 33).

 

15) Em um bote cheio de gente eles cruzam o mar trocando histórias sobre o perigo do mar e a magia que os aguardam em terra firme. Deliciem-se com as ilustrações de Francesca.

 

16) Ao chegarem em terra firme a viagem continua “viajamos mais dias e mais noites, cruzando muitas fronteiras. Do trem, eu via pássaros que pareciam nos seguir… Eles eram imigrantes como nós.”. O livro termina então com a esperanças e o desejo de encontrarem um novo lar, onde possam se sentir seguros e recomeçar a própria história.

     a) O que as crianças conhecem sobre imigração?

     b) Quais a diferenças entre um imigrante e um turista?

     c) Existe imigração no Brasil? Aproxime essa temática das crianças falando sobre a história do Brasil, e das imigrações internas.

 

Confira um relato de experiência com essa obra em nosso blog!

http://livrosabertosaquitodoscontam.blogspot.com.br/2017/06/diario-do-contador-viagem-de-francesca.html

 

 

Please reload