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O guarda-chuva do vovô (Carolina Moreyra e Odilon Moraes)

18.11.2015

 

 

"O vovô morava na casa da vovó. A casa da vovó ficava longe. Às vezes eu ia até lá fazer uma visita e matar a saudade. A vovó fazia bolo de chocolate para o lanche e então

chamávamos o vovô. Mas ele nunca vinha."

Assim começa a história "O Guarda-Chuva do Vovô", primeiro livro infantil da cineasta Carolina Moreyra, ilustrado com muita beleza pelo escritor e ilustrador Odilon Moraes.

Juntos, texto e ilustração trazem com força as lembranças em primeira pessoa de uma pequena garota acerca de seu avô. Na primeira página, vemos uma foto da casa na parede,

com a garota brincando na frente.  Na página seguinte, entramos nesse retrato e no passado e acompanhamos as visitas da garotinha à casa da vovó, que ficava longe. A presença

do avô, nas recordações da neta, é um pouco misteriosa, ele está sempre no quarto e nunca abre a janela. Não gosta de barulho e, sobretudo, não gosta que se brinque com seu

guarda-chuva. Pois, justamente, ao sabermos dessa restrição do avô por meio do texto, vemos a ilustração da garotinha fazendo o proibido: brincando bem em frente à janela

fechada do quarto do avô, balançando o guarda-chuva do avô. Será que ela quer chamar a atenção do avô, ouvir sua voz ou, quem sabe, fazê-lo sair do quarto? Mas o vovô não

sai mais da cama e o pai da garotinha se zanga quando ela diz em voz alta o que reparou:  "Vovô está encolhendo". Porém o avô sorri ao ouvir o comentário da neta e seus olhos

"ficam pequenininhos".

Tudo que cerca o avô aparece para a menina de forma indireta e quase encoberta, como muitas vezes ocorre quando se trata de doença, envelhecimento e morte com as crianças.

O livro mostra a beleza e simplicidade da memória das crianças. Vemos a relação da neta com seu avô e também suas descobertas. Seu avô é distante, não sai do quarto, não

gosta de bolo e nem de barulho, mesmo assim sua presença é forte nas recordações da neta, ainda mais nos dias de chuva. As ilustrações de Odilon Moraes (autor, entre outras

obras, da bela "A Princesinha Medrosa"),  mostram o contraste entre a compreensão das crianças e a dos adultos. Seus desenhos ligeiros a lápis, coloridos de forma leve com

aquarela, lembram um pouco croquis de arquitetura. As imagens transmitem com perfeição a atmosfera um pouco melancólica, um pouco silenciosa, mas muito carregada de

afeto, das memórias da menina.

 

Pontos de conversa:

 

a) Memórias;

b) Família e afeto;

c) Avós;

d) Exclusão das crianças de certos assuntos;

e) Envelhecimento, morte;

f) Fases da vida.

...

 

 

Sugestões para a leitura dialógica:

 

1) Será que a casa da vovó é em outra cidade? Como é a casa dos seus avós? Se parece com essa? (Após o trecho: “Às vezes eu ia lá fazer uma visita e matar a

saudade”)

 

2) Por que será que ele nunca abria a janela do quarto? O que você acha? (Após o trecho: “E nunca abria a janela do quarto”)

 

3) O que será que houve com o vovô? Qual deve ter sido a resposta do pai? (Após o trecho: “E perguntei para meu pai se ele estava encolhendo”)

 

4) Explore os retratos que estão na parede. Pergunte quem são as pessoas do retrato. Será que o guarda chuva aqui é o mesmo que estava no cabide do quarto? (Nas páginas do trecho: “Outro dia voltei para visitar a vovó, e o vovô não estava.”)

 

5) Por que a vovó quem apareceu na janela do quarto? Onde está o vovô? (Após o trecho: “Mas quem apareceu foi a vovó.”)

 

6) Os olhos da vovó ficaram pequenininhos iguais ao do vovô ou foi de um jeito diferente? O que você acha? Por quê? (Após o trecho: “E seus olhos ficaram pequenininhos”)

 

7) Por que não é mais a casa do vovô? O que aconteceu? Como ela descobriu? Observe a ilustração desse trecho e questione sobre como a menina está se sentindo. (Após o trecho: “que não era mais a casa do vovô.”)

 

8) )Explore o quadro apresentado no início e ao final do livro.

 

 

Dicas:

 

a) Leve um guarda chuva e conte como se a história fosse sobre o seu avô.

 

b) Explore as possíveis brincadeiras que a menina fazia e invente formas de brincar com o guarda chuva com as crianças.

 

c) Peça antecipadamente, se possível, para as crianças levarem fotografias de seus avós ou outros familiares e contar a história deles. Caso seja uma contação para uma criança

de sua família, pode se contar histórias sobre os avós (ou outros familiares) junto com elas e, se houver, olhar as fotos dos álbuns da família.

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