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December 28, 2017

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Quando eu era pequena (Adélia Prado)

05.11.2015

 

Este livro narra a infância da pequena Carmela, na década de 1940, em uma cidade do interior de Minas Gerais. A história de Adélia Prado é delicada, poética e apaixonante. As ilustrações simplesmente maravilhosas de Elizabeth Teixeira completam e dão profundidade a esta verdadeira joia da literatura infantil. Momentos de felicidade simples, como o cheiro de ovos fritando e a luz do sol iluminando flores de abóboras, se misturam com momentos de profunda tristeza, como a mudança de uma casa muito amada ou o primeiro contato da pequena Carmela com a morte. Os inúmeros detalhes da história, como o prazer de brincar com brinquedos de ferro feitos à mão, a alegria de Carmela quando notava que seu pai estava feliz ou o cheiro delicioso de bananas amadurecendo no quintal, despertam os sentidos e a imaginação. Cada página possibilita infinitas conversas sobre como era antigamente, além de trazer toda a simplicidade e magia da infância. As ilustrações acompanham esse clima, trazendo diversos elementos característicos dos anos retratados, com muita leveza e de forma cativante. Um livro apaixonante e nostálgico.

 

Pontos de conversa:

a)     “Antigamente”;

b)     Avós;

c)     Infância;

d)     Religiosidade;

e)     Morte;

f)     Histórias da família.

 

Sugestões para a leitura dialógica:

 1) Ao apresentar o livro, pergunte se as crianças conhecem histórias sobre a infância de seus pais, avós ou outros familiares.

 2)  No início da história, a narradora, Carmela, fala sobre nomes que estavam na moda quando ela era pequena. Converse sobre os nomes que estão na moda agora e questione como eles acham que essas modas nascem e se transformam.  Também pode ser interessante falar sobre o significado dos seus nomes. (Página 5);

3) Na página 5, dá para discutir o sentimento transmitido quando o pai de Carmela lhe chamava por apelidos (Carmela sabia que ele estava alegre). Cada criança pode falar se também tem apelidos em casa e pode-se discutir o porquê de darmos apelidos carinhosos uns aos outros. (Página 5);

4) Nas páginas 6 e 7, conversar sobre o sítio (focando na ilustração, as características de sítios e fazendas, etc. Crianças que moram na área rural ou têm mais contato com esse contexto poderão relatar seu dia-a-dia às crianças que têm mais contato com o meio urbano. Pode-se discutir diferenças e semelhanças entre esses contextos.

5) “Onde será que o Alberto fez o cocô?” (Páginas 6 e 7);

6)  Carmela relata a diferença de personalidade entre seus dois avós: o vovô da Horta e o vovô do Brumado (Página 8). É interessante questionar mais sobre como eles imaginam cada avô. O interessante é que ambos são amados por Carmela, embora sejam quase opostos em sua personalidade. Isso rende uma boa conversa sobre avós, diferenças no jeito de ser das pessoas, relações entre as gerações, etc.

7) Na página 9, Carmela conta que guarda na memória um dia em que tomou guaraná com sua mãe como uma ocasião muito especial. Converse sobre como os refrigerantes eram de mais difícil acesso nessa época e questione as possíveis razões para isso. Dá para discutir também como a raridade de uma guloseima a torna muito mais apreciada e especial. Pode-se relacionar esta discussão com a questão do racionamento durante a Segunda Guerra, que é mencionado em outra cena, em que Carmela precisa ficar em uma fila e pagar caro para comprar um pouco de açúcar. Nessa mesma cena, pode-se discutir a saudade de pessoas que se foram, a relação mãe-filha e inúmeras outras coisas.

8) Pode-se comparar a tecnologia disponível para tirar fotos na época de Carmela e atualmente. Pode também ser interessante discutir o funcionamento de uma máquina de fotografia analógica e digital  (Página 9).

 9) Na página 11, vale a pena explorar bastante a ilustração com as crianças, conversando sobre as características da casa e os objetos presentes. Por exemplo, pode-se perguntar se conhecem o moedor de café.

10)  Como devia ser a vida com a Guerra? Mesmo que ela não acontecesse no Brasil, porque as coisas aqui também mudaram? (Página 13).

11)  O que é “Tialzi”? (Página 14).

12)  Levantar hipóteses sobre o porquê de o avô subir o fogão (aproveite para explorar a ilustração do mesmo). Também perguntar se, em momentos de medo ou ansiedade, eles fazem alguma coisa para ficarem mais calmos e que estratégias eles usam (os personagens rezam o rosário nessa cena, então é frequente que as crianças perguntem ou comentem sobre a religião da Carmela e passem a discutir também outras religiões, crenças, etc.).

13) Na página 20, conversar sobre a vida e o dia-a-dia naquela época, pedir para que se coloquem no lugar de Carmela e imaginem como ela deveria estar se sentindo (Página 20).

14)  Vocês também já sentiram de longe o cheiro da comida e acertaram? O que era? Que coisas simples deixam vocês felizes? (Página 22);

15) Existe alguma poesia que vocês conhecem? Já decoraram algum verso? Nessa hora, é interessante também você compartilhar algum verso que aprendeu na infância e ver se as crianças conhecem (Página 25).

17) Por que o vovô achava que as mulheres não precisavam estudar? O que mudou? (Página 26);

18)  Comparar o uniforme da Carmela com os atuais. Questionar por que ela ficou tão exultante em ganhar um uniforme (relacionar com o tópico anterior) (Página 26);

19) Vocês já se mudaram? Se sim, como foi? (Página 27). Por que Carmela precisou ser acolhida? Como vocês imaginam que ela devia estar se sentindo?

20) Carmela vê um enterro pela primeira vez, de uma moça “ofendida por raio” (pode-se explicar essa expressão). Ela comenta que achou tudo muito triste e bonito. Essa mistura de sentimentos pode ser discutida, assim como vida e morte, (Página 28);

21)Vocês já foram a alguma igreja ou outro local de culto/religiosidade? Como se sentem? (Página 31);

22) Já choraram algum “choro bom”? Como foi? (Página 31).

 

Dicas:

a) Para tornar a contação mais pessoal pode ser interessante depois pedir às crianças que conversem com as famílias e tragam suas histórias de “antigamente” e se tiverem, objetos, fotos, etc.

b) Por outro lado, pode-se focar no período da história, trazendo imagens, textos e outros materiais dos anos 1940 no Brasil e também sobre a Segunda Guerra Mundial.

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