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A lenda do Curupira (Ricardo Azevedo)

16.11.2017

 

                                                                                                       Ilustrado por Jessica Tsai

 

O Curupira, pai do mato, ficou todo enciumado e veio tirar satisfação com a gente... como é que pode o Saci ganhar uma reportagem só para ele e a gente não dizer nada sobre o Pai-do-Mato?

 

Ricardo Azevedo está de novo a nossa revista com uma belíssima adaptação sobre as misteriosas origens do Curupira. Pense em uma pizza feita sob medida para você, com todos os seus ingredientes favoritos,  sinta o aroma no ar... Se um conto pudesse ser essa pizza, com certeza seria este conto. Nele vamos encontrar os elementos mais fantásticos da mitologia brasileira: uma criatura mística e poderosa, animais falantes e inteligentes, muita cantoria e, claro, um menino bem malandrinho. 

 

Aqui mataremos não sua fome de barriga, mas a de alma ;D

 

Pontos de conversa:

1) Curupira;

2) Folclore;

3) Florestas;

4) Animais;

5) Contos populares;

6) Proteção florestal;

7) Caçador/caça;

8) Músicas e rimas;

9) Brincadeiras e trocadilhos;

10) Vegetarianismo/veganismo;

11) Frustração e raiva;

12) Mágica. 

 

 

Dicas de intervenção:

1) Curupira, Caipora, Caapora, Gurupira, Caiçara, Pai-do-Mato, são alguns dos nomes dessa estranha criatura brasileira. As crianças conhecem alguns desses nomes? O que elas sabem sobre o Curupira?

 

2) Neste conto, descobrimos que antes de ser um protetor dos animais e da floresta, o Curupira era um caçador! =O O que as crianças imaginam sobre caçadores, elas já caçaram ou pescaram?

 

3) O restante do conto segue uma estrutura bem comum no conto de fadas, por três vezes o Curupira é trapaceado por uma pessoa (primeiro um menino lhe rouba um peixe, depois um moço lhe rouba o passarinho e por fim um velho lhe rouba o tatu). E alguns cuidados na contação devem ser tomados:

    a) Notou que todas as vezes que o ser humano passou a perna no Curupira um animal veio a sua defesa? Isso faz ficar implícito que naquele tempo, o Curupira era bem mais ameaçador para os animais do que o ser humano! Será que isso mudou? Como? 

     b) Cada animal que vem em nossa defesa (o sapo, a coruja e o macaco) se faz desentendido quando o Curupira pergunta sobre o seu almoço. De maneira muito esperta Ricardo Azevedo brinca com palavras e fonemas, por isso marque bem o diálogo dos animais e o Curupira, interpretando a frustração crescente do Pai-do-Mato e a mentira de cara lavada dos animais. 

      c) Uma coisa que se repete no conto são os versos mágicos de Curupira que chama seu almoço...

"Meu peixe, meu peixe assado 

Que eu matei para comer

Onde é que você anda? 

Onde é que anda você?"

   Por isso... solte a voz! Que tal convidar as crianças a chamarem seu almoço? ;D

 

4) A cada almoço frustrado Curupira faz um novo juramento. "O Curupira ficou brabo, foi embora babando de raiva e fez um juramento. Nunca mais comer peixe na vida" (pág. 90), "Nunca mais comer passarinho na vida" (93), "Nunca mais comer nenhum bicho na floresta" (94).  

    a) Já aconteceu de nossos pequenos leitores fazerem uma promessa em um momento que eles estavam muito frustrados/chateados com alguma situação? Como foi?

     b) Afinal, se o Curupira não vai mais comer passarinhos, peixes e bichos da floresta, do que será que vai se alimentar?

 

 

* Usamos como referência a coletânea Contos e lendas de um vale encantado - Uma viagem pela cultura popular do vale da Paraíba. Editora Ática. 

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