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December 28, 2017

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A lenda do Saci (Ricardo Azevedo)

18.05.2017

 

São muitas as coisas que podem atrapalhar um dia de trabalho… Ficar preso no trânsito, cair a internet, levar bolo do cliente, faltar o material ou a matéria prima… Uma chuva forte e uma gripe incapacitante… Muitas coisas inesperadas fogem do nosso controle.

 

A lenda do Saci foi retirado do livro Contos e lendas de um vale encantado. Que vale é esse? O vale do Paraíba, lugar misterioso que marcou o autor na infância, por causa de suas lendas e crendices. Dá para ver, logo de cara, que esta é uma coletânea muito especial. Mas do que um pesquisador, Ricardo Azevedo foi um um verdadeiro colecionador de tesouros. Rimas, quadras, receitas e contos são algumas das preciosidades que encontramos nesse livro.

 

A riqueza da cultura ribeirinha e interiorana corre pelas nossas veias brasileiras, com certeza veremos mais de Ricardo Azevedo em nossa revista!

 

O conto de hoje fala de uma família que teve a vida de cabeça para baixo por causa do Saci, as atividades da família, de ofício e ócio foram atrapalhadas. E, vixi! Que trabalho dá para se livrar de um encosto desses! Tire a cruz da capela e o sal da despensa, vamos precisar trabalhar em dobro para nos protegermos desse pequeno malandro.

 

Pontos de conversa:

1) Folclore brasileiro;

2) Mitos, crenças e superstições;

3) Saci, lenda, poderes;

4) Trabalho rural;

5) Vida rural;

6) Pegadinhas e enganações;

7) Vale do Paraíba e comunidades ribeirinhas;

8) Arteiro x artista;

9) Hábitos e costumes regionais;

10) Preconceitos;

11) Ceticismo;

12) Vizinhança e vida em comunidade;

12) Armadilha e estratégia;

13) Brigas familiares e conjugais.

 

Dicas de intervenções:

>> Dica geral: atente para o vocabulário e veja se as crianças entendem com palavras e expressões como “caçoava, capoeira (planta), cabeludo (como adjetivo), desgramado, chamuscada, esturricar, pito, enxofre.” <<

 

1) Quando aquele homem se mudou para o Vale do Paraíba, ele não acreditava em Saci. E ainda caçoava! (Página 15).

      a) Você acredita em Saci? Conhece alguém que acredita?

 

2) O que as crianças sabem e conhecem sobre o Saci? É parecido com a descrição que Ricardo Azevedo nos dá “pretinho misterioso de uma perna só que vive no mato, usa capuz vermelho, não tem pelo nem órgão para fazer xixi e cocô e, ainda por cima, só tem três dedos em suas mãos furadas” “gosta de fumar cachimbo e solta fumaça pelos olhos”?

 

3)“Contam que o sujeito construiu uma casinha na beira do rio perto de uma capoeira. Contam que certas coisas começaram a acontecer”. O que será que começou a acontecer?

 

4) Leite derramado, agulhas entortadas, ferramentas desaparecidas e um assobio misterioso. O sujeito achava que tinha alguém mexendo nas coisas dele, mas os vizinhos diziam: "Isto é arte do Saci".

    a) Que tipo de arte é essa? Há diferença entre ser arteiro e ser artista?

    b) Será que era trabalho do Saci fazer arte assim?

 

5) Essa história é cheia de deixas para fazer muito suspense, por isso, use sua entonação mais dramática e maximize a tragédia! “Mas os problemas pioravam”. (Página 16).

 

6) Em seguida na história, vem uma lista enorme de coisas que estavam atrapalhadas e dando errado, depois de alguns modelos como “o arroz esturricar, o feijão azedar, a carne queimar”, "Fora isso o gato da casa deu para ter medo de rato e camundongo” Pergunte: o que pode acontecer de ruim/errado com o cão deles? Com a vaca? (Página 16). Com o leitão que ela preparou? (Página 17).

 

7) TAN TAN TAN TAN: ”E o que era ruim piorou”. Pobre família!

 

8) Imagine como essa família já se sente - cansada, irritadiça… Tente colocar as crianças no clima recitando as outras artimanhas do Saci num só fôlego! Tente fazer com que elas se sintam atropeladas pelas informações, assim como a família era atropelada por tanta bagunça!

 

9) Quando o homem desistiu foi procurar seus vizinhos. Uma delas lhe disse: “é melhor tomar cuidado. Uma hora ele ainda pega seus filhos e faz tanta cócega, mas tanta cócega, tanta cócega que os coitados podem morrer de rir”. EITA FERRO! As crianças já acharam alguma vez que iam morrer de tanto rir? Como foi?

 

10) Assustado o homem se perguntava: “O que é que eu faço?”. E aí? O que ele pode fazer? O que você faria no lugar dele?

 

11) Um vizinho então lhe ensinou uma armadilha que exigia paciência da pobre família. Será que essa armadilha vai dar certo? (Página 18).

 

11) “Na noite do quarto dia, lá pelas três da madrugada, uma explosão assustou todo mundo dentro de casa. Quando foram ver, encontraram o cachimbo arrebentado no chão, muito cheiro de enxofre, uma touca vermelha chamuscada, a porta aberta...”. E aí o que será que aconteceu o Saci?

 

12) “Dizem que o Saci sumiu no mundo e nunca mais apareceu para infernizar a vida do homem que antes não acreditava em Saci”. Já aconteceu das crianças passarem a acreditar em algo depois de terem dito uma experiência? Dê um modelo se necessário: Eu não acreditava que podia levar um choque na tomada, até que um dia tomei um. Eu não acreditava que a pessoa não casava se alguém varesse o pé dela, até que um dia varri o pé de uma prima e ela terminou o noivado.

 

Outras atividades:

 

1) Pólvora e cachimbo não são tão fáceis de serem encontrado na vida urbana. Compartilhe conosco, como você se livraria de um Saci?

 

2) Que tal a gente encontrar o Saci que há dentro de nós, rodar um pé de vento, engarrafar pensamento, fazer surpresas, tirar as coisas do lugar?

 

3) Para as crianças: ficamos encucados, será que é possível fazer morrer de tanto rir? Que tal fazer o experimento fazendo cosquinha no seu pai ou na sua mãe?

 

 

 

 

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