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A parte que falta (Shel Silverstein)

27.04.2017

 

Conhecido no mundo da literatura infantil por um de seus clássicos (Árvore generosa), Sheil Silverstein é um autor que merece destaque. 

 

Uma de suas assinaturas é seu tipo de ilustração, aparentemente simples e sintética que  é capaz de dizer o não dito. Em seus livros, o preto e branco alcança as infinitas e múltiplas nuances da vida.  

 

Seu estilo de narrativa é claro, concreto, direto. Entra pelo nossos poros e movimenta ideias, crenças e afetos. 

 

Em A parte que falta, acompanhamos as desventuras de um ser que se sente incompleto. Esse livro é especial, principalmente para aquelas pessoas que já se sentiram assim, meio tristes, meio inquietos, sentido que algo lhe falta. Mais do que um ensaio sobre perseverança, Shel Silverstein faz uma provocação àqueles que já se sentem completos e completamente satisfeitos. 

 

Pontos de conversa.

1) Solidão;

2) Tristeza;

3) Incompletude;

4) Relacionamentos;

5) Consentimento;

6) Términos;

7) Identidade;

8) Busca por felicidade;

9) Jornada e desafios;

10) Perseverança;

11) Inquietação;

12) Incompatibilidade.

 

Dicas de mediação:

1) A parte que falta, aproveite a ilustração para peguntar: "Qual é a parte que falta?". Associe a vida pessoal das crianças e pergunte o que falta para elas?

2) "Faltava-lhe uma parte. E ele não era feliz." É assim que somos recebidos pela narrativa nas páginas iniciais (8 e 9). Já aconteceu das crianças se sentirem assim? Com algo faltando?

3) Nosso protagonista partiu em busca apara encontra a outra parte - onde será que ele pode procurar? (Páginas 10 e 11).

4) Na página 12, topamos com a primeira de muitas canções. É muito importante fazer uso desse recurso literário, por isso musique esses versos na sua contação. Outra possibilidade é você declamar os versos e convidar às crianças a comporem a melodia. 

5) Na sua jornada (págs. 14 - 19), nosso protagonista torra ao sol, se refresca na chuva e é encoberto pela neve. Que outros climas ele poderia estar enfrentando em sua busca?

6) Nas páginas seguintes (20 - 29) conhecemos um pouco da rotina desses ser incompleto, já que não pode rolar rápido, ele pode conversar com minhocas (sobre o que será que eles conversam?); ele pode sentir o aroma de uma flor (hummmmm!) e até apostar corrida com um besouro. E na página 28 o encontramos no "melhor momento de todos". Que momento é esse? O que está acontecendo?

7) Oceanos, pântanos e matagais; nenhum terreno é obstáculo para ele e sua canção - está lembrado de nossa dica número 4? Solte a voz!

8) Um dos recursos clássicos da leitura dialógica é solicitar às crianças que completem uma frase. As páginas 34 e 36 nos dão uma boa oportunidade para esse tipo de intervenção. "Montanhas acima" e ... "montanhas abaixo". 

9) "Até que um dia - alto lá!". Ele acha a parte perfeita e ele fica muito feliz, só que ela lhe diz, "espera aí!". (Página 39).  O que será que a parte vai lhe dizer?

10) Por essa ninguém esperava! Ou esperava? A parte, que ele achou,  se sente inteira e diz que não gostaria de ser parte de nosso protagonista (páginas 41 e 42) . Ele escuta e respeita sua vontade e volta a rolar. Este é um trecho poderoso que se desdobra em muitos temas como respeito, comunicação e consentimento. As crianças já recusaram um convite que alguém fez de maneira muito entusiasmada ou colocaram um limite em sua relação?

11) Seguindo por sua jornada, muitas partes são encontradas, mas nenhuma parece se encaixar com nosso personagem. Ora "era muito pequena" (pág. 47), "muito grande" (48), "um pouco pontuda demais" (51) ou "quadrada demais" (53). As crianças conseguem identificar as incompatibilidades entre as partes a partir das ilustrações de Shel?    

12) Um dos ensinamentos do Budismo é a reta-medida. Se apertamos uma corda muito forte, ela se romperá, mas se deixarmos muito frouxa, a cítara não será afinada e não sairá um belo som. Nosso protagonista aprende sobre isso enquanto procura a parte que falta. (Páginas 54 a 63). As crianças já passaram por uma situação parecida?

13) Sem desistir, ele continua a rolar e rolar (página 65), "vivendo aventuras" (66), "caindo em buracos" (69) e "trombando contra paredes de pedra" (70).

    a) Escolha uma dessas imagens e peça às crianças para narrarem o que pode ter acontecido para ele ter chegado naquela situação.  Incentive respostas criativas!

    b) Quais desafios as crianças já tiveram que enfrentar para conquistar algo que estavam faltando para elas?

14) "Então, um dia, achou uma outra parte que parecia ser perfeita" (pág. 72), e juntas elas fazem um acordo de "ver de qual é", e começaram um começo para tentar se conhecer. Uma vez completo com a parte que antes lhe faltava, começa um movimento novo em sua vida! (pág. 90) O que as crianças fariam se encontrassem algo que lhes faz falta?  

15) Surpreendentemente, nem tudo é bom nessa nova fase!E a alegria logo se transforma em outras coisas. Como nosso personagem parece estar se sentido? Do que ele passou a sentir falta? (Páginas 90 a 95).

16) Nem cantar ele conseguia cantar mais! Capriche em uma versão de "azei a tate que taltaba in tim" (pág. 96 a 98).

17) Não podia sequer cantar. 'Ah', pensou 'então é assim!'" (Pág. 99 e 100). A que sentimento ou estado emocional nosso personagem parece estar se referindo?

18) Ele resolve deixar para trás a parte que lhe coube aparentemente de forma perfeita, mas sua canção não fica para trás (págs. 101 a 113). O que as crianças acharam desse desfecho?

19) Já aconteceu delas ficarem desanimadas ao ganhar ou conquistar alguém que tanto almejavam? Por que será que isso acontece?

 

 

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