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December 28, 2017

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Obax (André Neves)

01.12.2016

Uma menina criativa, imaginativa, carinhosa e cheia de iniciativa: esta é Obax, muitos se surpreendem por uma menina tão cheia de energia ter nome de flor.

 

Assim como histórias a encantam, ela gosta de encantar o mundo com suas histórias, mas nem todos a escutam. Aposto que muitos de nós sonhadores, crianças e artistas já se sentiram solitários como Obax. Ela viaja em busca de provar suas histórias e nós somos agraciados e enriquecidos com suas aventuras.

 

André Neves trouxe para nós um verdadeiro tesouro, não nos faltou flor (Obax) e pedra preciosa (Nafisa). Do texto às cores, nós somos encantados e envolvidos em uma atmosfera afetiva profunda, com as cores e os ritmos africanos. 

 

Um livro delicioso e imperdível, venham se aventurar com Obax e tomar um banho de chuva de flores. 

 

Pontos de conversa:

1) Cultura e tradições africanas;

2) Fauna e flora do continente africano;

3) Relação mãe e filha;

4) Contação de histórias;

5) Viagem e aventura;

6) Imaginação e criatividade;

7) Amigos imaginários;

8) Coragem;

9) Baobá e árvores floridas;

10) Tradição oral;

11) Savana;

12) Vida em comunidade;

13) Papéis de gênero;

14) Censura;

15) Sacrifícios;

16) Luto;

17) Diversidade;

18) Múltiplas linguagens;

19) Comunicação;

20) Arte e artistas. 
 

Dicas de mediação:

1) Nossa história começa na savana africana, o que sabemos sobre o clima e da savana? Ao final do dia, todos compartilham suas histórias, em que momentos compartilhamos histórias com as pessoas que amamos? (Páginas 6 e 7).

2) Somos apresentados a pequena Obax, que não tinha medo de morar na savana e saia procurando e vivendo suas aventuras repletas de emoções - e cada companhia assustadora! (Páginas 8 a 10). Vocês gostariam de viver essas aventuras com Obax?

3) Vemos ela ainda risonha (página 11) cercada dos desenhos de suas viagens, descobrimos que ninguém tem paciência com Obax e ela se sente solitária. Por que será que não gostam da história de Obax? Ainda nessa página descobrimos que criar histórias deve ser uma das melhores brincadeiras de Obax, você conhece alguém que gosta de brincar assim?

3) Nossa pequena protagonista conta que viu uma chuva de flores, e ela é inquerida pelas pessoas da vila que duvidam de sua história, sua mãe faz uma brincadeira para que parem de interrogá-la. Todos riram dela. Como será que Obax se sentiu? Por que será que em um lugar onde histórias são tão sagradas a de Obax não é vista dessa forma? (Páginas 12 e 13).

4) Somos recebidos nas páginas seguintes com uma imagem lindíssima (nossa imagem em destaque para esta reportagem), um triplo abraço. Qual a atmosfera afetiva dessa cena? O que podemos inferir sobre a família de nossa protagonista e sobre sua relação com sua mãe?

5) Ainda nessa página o autor nos dá de bandeja nossa intervenção:  "Como poderia chover flores onde pouco chove água?".

6) Nossa protagonista ficou triste e jurou nunca mais contar suas aventuras, mas percebeu que guardar aquilo para si não era bom (página 16). Por que não era bom manter as histórias para si? Você já se sentiu assim? O que você faz com seus segredos?

7) Ao continuar a narrativa descobrimos que Obax vai viajar pelo mundo em busca de uma chuva de flores, para provar que falava a verdade. Você já viu uma chuva de flores? Onde Obax pode encontrar uma chuva assim? Ajude as crianças lembrando de árvores floridas, como ipê, sakura, flamboyant, paneira. 

8) Surge Nafisa, uma elefante perdida, para ajudar (páginas 18 e 19). De onde ela surgiu? Ajude as crianças a relacionarem o texto anterior e a imagem, ela achou uma pedra em formato de elefante e agora está ao lado de Nafisa, um elefante parecido com uma pedra! 

9) Obax sobe em Nafisa e juntas começam sua aventura. A imagem é encantadora! Apaixone-se e deixe as crianças se apaixonarem!

10) Descobrimos que elas desceram montanhas, atravessaram rios e mares, conheceram grandes aldeias e cidades (página 21), viram também vários tipos de chuva - de pedras, estrelas, algodão (páginas 22 e 23). Considerando os tipos de chuvas e os caminhos que elas fizeram, pergunte: em que países Obax e Nafisa passaram? Uma intervenção legal é levar um mapa para as crianças e elas fazerem o itinerário de nossas aventureiras. Elas começaram e terminaram no mesmo lugar: a safana africana - a casa de Obax.

11) Mas elas não viram chuva de flores, como será que ela vai ser recebida em casa? (Página 23).

12) Obax chega numa madrugada animada para contar sua história. E novamente duvidam de sua história e debocham da menina, sua mãe brinca "essa menina conta cada história...". Parece que a mãe está acreditando em sua filha? Por quê?  (Página 24). Nesta página tem um vocabulário novo para muitas crianças e para alguns mediadores (vocês sabem o que são birotes?).

13) Dessa vez, ela não se entristece, Nafisa pode provar tudo! Mas lá fora nada encontram além de uma pedra em formato de elefante. Sem provas, ninguém acredita nela. "Você é mesmo boa de histórias - disse um menino -, nós quase acreditamos". O que Obax sente agora é raiva e fúria e enterra sua pedra no chão. O que você faz quando sente raiva? O que você faz para se sentir melhor? (Páginas 26 e 27).

14) É pura magia e beleza que acorda todos na vila de Obax e nós recebemos nas páginas seguintes. Pois do lugar onde a pedra foi plantada surge um baobá forte como um elefante. Muitas intervenções nos aguardam: como é um baobá? Se uma árvore nasceu de onde Obax enterrou uma pedra, aquilo era realmente uma pedra? O que era? E quais as semelhanças entre Nafisa e o baobá que surgiu? 

15) E é num bater de asas que chove flores, sobre Obax e sua aldeia. Como será que todos se sentem agora? (Páginas 30 e 31).

16) Com isso todos passam a prestar atenção nas histórias de Obax, ela cresce, mas deixa como herança as suas aventuras com Nafisa e uma árvore sagrada. O que fez o baobá de Obax/Nafisa ser sagrada? Que aventura sua você gostaria de deixar nos sonhos dessa árvore. (Páginas 32 e 33).

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