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A águia que não queria voar (James Aggrey & Wolf Erlbruch)

December 28, 2017

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Dorme, menino, dorme (Laura Herrera & July Macuada)

15.09.2016

Dormir, para alguns é um grande prazer; para outros é um momento de grande ansiedade, ficamos sozinhos, no escuro, vulneráveis tanto ao que há ao nosso redor quanto ao que há ao nosso redor quanto ao que há dentro de nós.

 

O que acontece naqueles instantes que nossa consciência escorrega, deixando nosso corpo, nossa mente e nossas emoções nos conduzirem por caminhos tortuosos e inesperados?

 

Dorme, menino, Dorme nos apresenta José e sua luta contra o sono. Será o escuro ou serão as formas distorcidas pela semi penumbra que o fazem chorar? Ou talvez o medo de se sentir só. Será o medo de ter um pesadelo? Será o anseio de suportar o silêncio da noite? A mãe tenta ninar José, embora só ela esteja fisicamente presente, os demais familiares marcam sua presença afetiva nos conduzindo a páginas de muito cuidado e carinho.

Pontos de conversa:

1) Relações familiares;

2) Histórias e cantigas de ninar;

3) Carinhos, cuidados e mimos;

4) Cultura serrana;

5) Anseios, receios e medos,

    (medo do escuro, medo de dormir, medo de ficar só);

6) Vínculo e afeto;

7) Histórias e contos de ninar;

8) Imaginação e amigos imaginários;

9) Metalinguagem;

10) Textos poéticos e versados;

11) Contos acumulativos;

12) Símbolos, totens e amuletos;

13) Curiosidade.

 

Dicas de mediação:

1) Faça uma primeira leitura e note a estrutura do texto, a mãe acolhe seu filho e apresenta um parente à narrativa que trás um objeto que acalenta e acalma. Mas o receio de José é grande, e mesmo ganhando esses agrados e carinhos, ele indaga: "mas e se...? E se algo de ruim acontecer? E se a luz e o calor se forem com o vento nesta noite escura?". Além disso, perceba a estrutura acumulativa do texto, começa com a irmã trazendo as velas, passa pela tia do sul trazendo uma manta preta e azul, para terminar com o avô que trás leite para José. Aproveite então para, a cada novo presente, relembrar junto com as crianças o que o menino já recebeu.  

2) As indagações de José nos geram inquietação, será que ele pode se sentir realmente seguro? Aproveite para você, mediador(a), lembrar dos seus medos e inseguranças nesta idade, são questões comuns que serão despertadas nas crianças. E não neguemos, algumas delas nos acompanham na vida adulta. Por isso, na sua mediação marque muito bem a fala que é acolhedora e poética (da mãe) e a fala contrastante e de anseio e insegurança (de José). Isso além de facilitar a compreensão do texto, vai gerar um sentimento de segurança para as crianças, mostrando que há alguém tentando responder aos anseios e receios do menino - que insiste em não dormir!

3) "Dorme, menino, dorme. Não chora na noite escura". Aproveite estes primeiros versos para investigar com as crianças as possíveis razões para o choro de José na noite escura - Faça bom uso das ilustrações de July Macuada. E também investigue como as crianças são para dormir - Elas tem medo do escuro? Tem medo de dormir sozinhas? Se assustam nas noites de chuva?

4) Aconselhemos que o mediador leia os 4 estrofes seguintes, para permitir que as crianças percebam a estrutura do texto. A irmã trás as velas... que o vento pode apagar! O pai vem com o violino que pode não tocar! A partir de então, o mediador pode alternar as seguintes intervenções - perguntar o que o próximo parente pode trazer ou o que José irá perguntar (ou seja, o que de ruim pode acontecer com esse presente). Por exemplo: "Ai vem sua avó... O que será que a avó vai trazer para ajudá-lo a dormir" ou "O avô trouxe leite para ele! O que será que pode acontecer com o leite, em?".

5) Nas páginas finais, surge o quarto do José, vemos que tudo que foi trazido por seus parentes está no quarto. Localize com as crianças os objetos antes de ir para a narrativa. Pergunte as crianças quais desses objetos elas escolheriam para ajudá-las a dormir. Pergunte também o que elas dariam a José para ajudá-lo nessa noite tão assustadora.

6) "Dorme, meu menino, dorme, enquanto o vento lá fora soprar, esta história eu vou contar". O livro termina com uma estrutura clássica dos contos de ninar, que infere uma ou mais repetições da mesma história, até que a criança caia no sono. As crianças notaram essa mensagem implícita? Que história será essa que a mãe vai continuar contando? 

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